sexta-feira, novembro 11, 2011

Novembro

Há sempre um fim no princípio do mundo
E tudo que dura é ilusão

Antes era o vento virando vendaval
Depois a chuva, o rio, a cachoeira, um oceano
Água doce, água salobra, deserto de sal
E as lembranças são os fósseis 
Daquilo que não permitimos passar

Me deixa ir, vá embora
Me deixa mudar.

nov, 2011



Um comentário:

Robertson Frizero disse...

As lembranças são fósseis, mas nem todos conseguimos deixá-las abandonadas no leito oculto das coisas.

Belíssimo poema. Cada vez admiro mais tua facilidade em compor imagens.