domingo, julho 18, 2010

Lunátco


Foto: Geraldo Soares

Eu anseio uma verdade metafísica — Eu sonho. Enquanto a humanidade elabora toda uma filosofia, eu apenas sonho. Viver acordado é deveras complicado. Prefiro imaginar as formas das nuvens! Prefiro me perder no quem me dera fosse real, nos quantos mundos eu teria... E assim, busco um modo de ser que me revele a grande novidade dos dias, num devaneio repleto de esperas, à medida que eu contemplo. Este é o modo da minha procura desencaminhada e sem sacrifico, com arte e um pouco de ofício. O resto é pura invenção. É a prática do que eu nem sei descobrir enfeitada pelas coisas que eu ainda não desaprendi. As memórias desta vida aqui não preencherão o meu silêncio. E esse será o valor. Há palavras demais neste paradoxo de alma alheio a lua. A poesia suportável nem merece ser escrita.

julho, 2010

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