segunda-feira, março 02, 2009

Estação das águas



Navego em mim e as naves são incertas,
Estanco o rio na confluência do não.
Meu corpo tem margens discretas
E corredeiras confusas no coração.

Mas se existe este rio
(Cheio de curvas, caminhando sem parar),
Foi porque a chuva superou o estio,
Na esperança de diluir o mar.

outubro, 1989

Um comentário:

Geraldo Soares disse...

Comentário feito pelo Bruno Zilles Filho:

Adorei este Estação das Águas

Me lembra algo que li no tempo da faculdade de arquitetura, 30 anos
atrás e que foi premiado num concurso local e nunca consegui saber o autor. Não tenho certeza exata se as palavras são assim, mas ai vai...

"Carrego nos braços horas inúteis
E nos bolsos palavras vazias
mas o que procuro, urgentemente
É uma saída para o mar"

Beijo

Bruno