segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Para a Mariposa


As vêzes,
A claridade cega
E só há conforto na escuridão.

Nessa procura, 
Podemos nos perder
Seduzidos por qualquer luz.

Nesse momento equecemos 
Que vale  sorver o amargo,
Para perceber o valor do néctar
Além da doçura.

3 comentários:

FRIZERO disse...

Belíssimo poema.

Mudaste o endereço do blog? Tentei ler hoje pela manhã e não o encontrava. Daí tentei outro endereço e te encontrei.

Sei que não há grande importância alguma nisso, mas repassei para ti um "selo indicativo" que recebi pelo meu blog. É uma forma de reconhecimento como leitor assíduo do "Abismo de Pássaros". Veja lá no "Locutório" (http://locutoriodofrizero.blogspot.com).

Um abração!

Ariane Rodrigues disse...

confusa criatura
estranha e obscura
sai de maneira brusca
da noite escura
na jubilante busca
da luz difusa
será que tenta obtusa
sanar a mariposa sua dúvida?

Lindo poema e linda imagem.

Teresa Cristina flordecaju disse...

Olá!! Vim e amei teu poema... Tomo a liberdade de deixar meu haikai:

Barulho no quarto
Uma mariposa dança
Aos passos da luz

Teresa Cristina.