quarta-feira, dezembro 17, 2008

Canção para a Sereia


Há algum tempo me dei conta que o que me mantém vivo é mais palpável do que eu imaginava. Meu sonho me mantém. Meu sonho é projeto. Minha loucura é a minha sanidade.
Prefiro ser um tolo sonhador do que acreditar apenas em verdades que se provam. Para o crédulo que se levanta a cada queda, uma derrota também é vitória. Isso é o cerne de umas virtudes que mais aprecio: a fé. Ela é a ferramenta do amor. É através dela que nos entregamos ao o quê ou a quem amamos.
E não há diferença no amor se é amor. Todo amor precisa de fé.
E aqui está minha grande descoberta dos últimos anos. Qualquer entrega precisa de um sonho. E grande a tristeza do amor perdido resume-se em não sonhar.

SONG TO THE SIREN

On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your eyes.

And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."

Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?

Now my foolish boat is leaning, broken love lost on your rocks.
For you sang, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?

Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."

Tim Bucley

http://www.youtube.com/watch?v=4mUmdR69nbM

2 comentários:

Beto disse...

Ainda haverá espaço para um amigo relapso e fugidio?

Geraldo Soares disse...

Amigos pródigos também são bem vindos...