sexta-feira, novembro 28, 2008

O Rei não está morto




Dois jogadores de xadrez numa praça ensolarada. Sopra uma brisa morna que movimenta as folhas caídas em redemoinho . 

Um dos jogadores após alguns minutos de ponderações premunitivas dos movimentos que viriam a seguir e que seriam resultantes daquele movimento prestes a acontecer, move um peão. O outro jogador repete a mesma sequência de ações: pondera, prevê, movimenta outra peça... um cavalo ou uma torre, talvez.

Assim ficam por horas os enxadristas até que a brisa morna torna-se vento; o vento vira vendaval e, antes do movimento crucial que daria fim a partida o tabuleiro é lançado a alguns metros pela tormenta. 

Atônitos os enxadristas vêm se levantar um rei bicolor, preto e branco. Ele sacode a terra das vestes e, num sinal claro de rebeldia, exibe para os jogadores o dedo médio em riste e em voz alta anuncia: "Não serei vencido!".

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